cronicas e memorias da autora
Quarta-feira, Setembro 26, 2007
oi amigas queridas, saudades!
postado por: 11:57 AM
De novo o cinema
Sempre o cinema...é atraves de dele que curo os males da alma ou que abro espaços vazios para que o pensar se faça em mim.
Assisti a Nome Proprio de Murilo Sales, o filme fala de uma garota que faz do seu Blog o seu canal de comunicação consigo e com o mundo, sonha em ser escritora...um pouco de mim...Em outros tempos, hoje, um pouco de tudo
Ontem vi O Estado do mundo, um conjunto de episodios sobre o homem, o mundo, o vazio e a nossa relação com o ambiente ao qual deveriamos pertencer harmonicamente...O filme é um carrossel, onde emoções trafegam sem pressa, algumas meio perdidas, ficarão esquecidas, outras tocam delicadamente a alma.
Vi ali um retrato de nós humanos, frageis, andarilhos, perdidos, delicados...No episodio portugues do Pedro Costa, me lembrei de Minas, da prosodia unica que nos mineiros do interior, do interior possuimos, linda, música, quase indecifravel...
O Germano, episodio do Vicente Ferraz (que o Marcelo meu amor produziu junto da Isabel) é bonito, sobre um pescador sem braco, sem peixe, sem 'chão', humanista...O tudo e o nada em volta de nós sem nos proteger...
E o ultimo, uma video instalação descarada sobre Shangai, dirigido por uma badalada diretora francesa, é sem vergonha enquanto produção, afinal a grana do orçamento nao estava naqueles 15 minutos estaticos de imagem granulada, mas é muito, muito interessante como porposta poetica.Dois predios de Shangai sao enquadrados por 15 minutos, nele são projetadas imagens do mundo 'vitrtual' dos pobres homens urbanos, la estão passáros e outros animais da nossa fauna (que eles adoram adquirir em contrabandos) , obras de arte, musicas cafonas, classicas, enfim de toda sorte, do mundo inteiro como uma versão latina de I will survivor e outras projeções que tentam levar para aquela imensa parede em LCD OU alguma coisa que se projete imagens, um planeta virtual.Pobres homens, isto me lembra centenas de outros filmes, livros, conversas de boteco, enfim, pensamentos sobre nós e o mundo.
Me deu pena de nós, deles, do que estamos nos transformando, da nossa singela insignificancia diante do tempo e das luzes esmagadoras da modernidade.
Enfim, mas me deu alegria, de ter este canal aberto, instantaneo com o cinema, mesmo que ele também seja fragil e singelo...
postado por: 11:56 AM